Quando, todos os dias, às 6h30, toca o telefone. Já sei que, dentro de segundos, saberei que missão me tocou em sorte. Se nesta lotaria me calhar um destino longe de casa, arranjo-me à pressa, levo os miúdos à escola (porque a minha mulher já está a trabalhar a essa hora) e ponho-me a caminho. Independentemente da zona do país para a qual tenha de me deslocar, acabo quase sempre por narrar histórias difíceis, daquelas que ninguém gostaria que acontecessem. Mas quase todas as histórias têm mais para contar do que aquilo que se vê na televisão…