Quem tem estes dois artolas, tem tudo! É impossível imaginar a minha vida sem eles. Acho que não conseguia sobreviver sem os abracinhos e o sorriso do Afonso, nem sem as conversas filosóficas e as piadas secas da Lia.

Educar duas crianças é um desafio. E é um teste constante à resiliência de um pai. Quantas vezes duvidamos estar a fazer o que é certo? Quantas vezes hesitamos relativamente à validade do caminho que os ajudamos a trilhar? Algumas. Falo por mim, é claro, mas creio que a questão é transversal à generalidade dos progenitores. Às vezes custa dizer que não aos putos. Às vezes custa ter pulso firme, em vez de ceder. Mas se estamos convictos que é por ali que devemos ir, não podemos abdicar.

A educação de uma criança é algo muito mais sério do que uma decisão isolada num momento. É muito mais do que ver um menino feliz, só porque sim. Educar uma criança é um compromisso para a vida. É tentar ajudá-las a ser pessoas com recursos para resolver os seus problemas. E, pelo meio, enquanto se palmilha essa estrada, brincar com elas, fazê-las sorrir, plantar as sementes de um futuro no qual possam recordar-se de uma infância feliz.

Não sou adepto de uma educação austera, na qual é impossível fugir ao espartilho das regras, até porque esse modelo costuma gerar pessoas frustradas e infelizes. Mas também não sou adepto de uma educação facilitista, apologista de fazer tudo o que os bebés querem só para não os contrariar, uma vez que esse modelo costuma gerar pessoas imaturas e inconsequentes. Sou adepto do equilíbrio, esse sim, capaz de guiar seres humanos pela rota da felicidade.

O mundo não é só preto ou branco. Nem sequer é cinzento. Está repleto de cores, desde que as queiramos ver, desde que tenhamos abertura para ceder aqui e aguentar firme acolá.

Obrigado meninos, por me oferecerem tantas experiências e tão valiosos ensinamentos!

Written by Luís Maia

Luís Maia nasceu a 15 de Outubro de 1976, na Póvoa de Varzim. Licenciou-se em Comunicação Social no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Em 1999 trocou um emprego em part-time, num call center, por um estágio remunerado somente com senhas de refeição, na redação da TVI. Iniciou aí uma carreira de repórter que o levou a produtoras como a Duvideo, Teresa Guilherme Produções e Comunicassom, para além do jornal 24 Horas e de estações como a TVI e a SIC. Entre 2008 e 2009 viveu em Angola, onde coordenou o entretenimento do primeiro canal privado daquele país, a TV Zimbo. Actualmente trabalha para a FremantleMedia, fazendo reportagens em directo no segmento de actualidade criminal, do programa Queridas Manhãs da SIC. É baterista reformado, ex-futuro jogador de poker. Mas é, sobretudo, marido, pai e, segundo consta, bom chefe de família.

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