O mundo está em mudança vertiginosa. Tão vertiginosa, que acho que dentro de uma ou duas décadas nos depararemos com um modo de vida que não tem sequer cabimento na actual ficção científica. Carros que conduzem sozinhos, inteligência artificial, expedições a Marte, são apenas alguns dos vislumbres daquilo que se aproxima. Temos de nos reiventar, sob pena de ficarmos irremediavelmente para trás.

Há mudanças boas e outras más. Ou talvez haja mudanças boas e outras que me vão deixar nostálgico relativamente ao passado. Hoje temos mais tecnologia a ajudar-nos nas tarefas diárias, mas paradoxalmente trabalhamos mais. Até quando estamos sentados na sanita respondemos a e-mails de trabalho. Hoje vivemos mais tempo, mas muitas vezes passamos os derradeiros anos com pouca qualidade e agarrados a medicamentos.

Talvez o problema seja a velhice. Talvez o mundo não se compadeça com quem já tem demasiadas rugas para publicar fotos a fazer beicinho, no Instagram. Talvez por isso, andemos a tentar retardar a erosão do tempo. No corpo, na mente e, sobretudo, na imagem. Porque queremos. Porque podemos. Ou porque não temos outro remédio.

Quando eu era miúdo, um tipo de 40 anos era um cota. Vestia-se como se tivesse saído de um baú cheio de teias de aranha. Hoje, um gajo de 40, anda de calções, chinelo no pé, tem uma barba trendy, toma sumos de super-alimentos, cuida da alimentação, vai ao ginásio ou corre na Marginal ao fim da tarde. Os 40, são hoje, os novos 30.

#elcorteinglespt

@elcorteinglespt

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Written by Luís Maia

Luís Maia nasceu a 15 de Outubro de 1976, na Póvoa de Varzim. Licenciou-se em Comunicação Social no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Em 1999 trocou um emprego em part-time, num call center, por um estágio remunerado somente com senhas de refeição, na redação da TVI. Iniciou aí uma carreira de repórter que o levou a produtoras como a Duvideo, Teresa Guilherme Produções e Comunicassom, para além do jornal 24 Horas e de estações como a TVI e a SIC. Entre 2008 e 2009 viveu em Angola, onde coordenou o entretenimento do primeiro canal privado daquele país, a TV Zimbo. Actualmente trabalha para a FremantleMedia, fazendo reportagens em directo no segmento de actualidade criminal, do programa Queridas Manhãs da SIC. É baterista reformado, ex-futuro jogador de poker. Mas é, sobretudo, marido, pai e, segundo consta, bom chefe de família.

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