Cá em casa somos quatro. Mas durante as férias a densidade populacional baixa consideravelmente por estes lados.

A mais velha costuma ir para casa da avó paterna assim que as férias começam. Vem passar os fins-de-semana connosco, mas entre segunda e sexta-feira, está entregue e bem entregue. Assim não tem de se levantar cedo todos os dias, para sair de casa quando os pais vão trabalhar.

O mais novo, vai para casa da minha mãe, que vive em Espanha, sempre que ela vem a Portugal. No Verão costumam ser 15 dias de farra para o puto.

Durante as duas semanas em que o Afonso está fora, eu e a Susana estamos quase sempre sozinhos em casa. E a verdade é que, por mais saudades que tenhamos (e temos mesmo) saudades dos miúdos, estes dias de férias sabem-me pela vida. Não há muitas alturas do ano em que possamos ser apenas um casal, sem nos preocuparmos mais do que circunstancialmente com as nossas obrigações paternais. Para o Afonso e para a Lia, também deve ser excelente não terem de aturar os pais e não estarem sujeitos ao espartilho da disciplina e das regras, durante um tempo.

Se os avós mimam (demasiado?) as crianças e se minam as regras impostas pelos pais? Provavelmente sim. Mas isso faz parte da vida. E, da mesma forma que precisamos de descansar do trabalho para depois produzir melhor, ou que um atleta de alta competição precisa de repouso para depois treinar melhor, os miúdos também precisam de um pouco de balda, para depois poderem voltar a ser apertados pela escola, pelos horários apertados das actividades, pelos trabalhos de casa, pelas rotinas e pelos chatos dos pais.

É assim que o mundo e a humanidade têm evoluído nos últimos milhares de anos. Tudo na dose certa.

À hora que este artigo for partilhado no Facebook, espero já ter chegado a casa. Antes dos putos. E a Susana também. Até à hora do jantar estamos sozinhos!

Written by Luís Maia

Luís Maia nasceu a 15 de Outubro de 1976, na Póvoa de Varzim. Licenciou-se em Comunicação Social no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Em 1999 trocou um emprego em part-time, num call center, por um estágio remunerado somente com senhas de refeição, na redação da TVI. Iniciou aí uma carreira de repórter que o levou a produtoras como a Duvideo, Teresa Guilherme Produções e Comunicassom, para além do jornal 24 Horas e de estações como a TVI e a SIC. Entre 2008 e 2009 viveu em Angola, onde coordenou o entretenimento do primeiro canal privado daquele país, a TV Zimbo. Actualmente trabalha para a FremantleMedia, fazendo reportagens em directo no segmento de actualidade criminal, do programa Queridas Manhãs da SIC. É baterista reformado, ex-futuro jogador de poker. Mas é, sobretudo, marido, pai e, segundo consta, bom chefe de família.

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