Em 2012, Pablo Iglesias, líder do partido espanhol Podemos, criticou o ex-Ministro da Economia, Luis de Guindos, do PP, por ter comprado uma casa do valor de 600 mil euros. “Confiariam a política económica de um país a alguém que gasta 600 mil euros num apartamento de luxo?” – questionou, na altura, o deputado que se tornou célebre pela imagem informal e pelo rabo de cavalo. Iglesias defende que os políticos devem renunciar a salários excessivos e que devem viver como as pessoas comuns, para que as possam representar dignamente junto das instituições. Daí a critica ao ex-ministro.

O problema é que, tal como dizem os americanos, karma is a bitch. Ou, tal como diz o tuga, não nos podermos fiar naquilo que dizem os políticos. Então não é que o bom do senhor Iglesias e a sua companheira Irene Montero, também ela deputada e porta-voz do Podemos, acabam de comprar uma casa com piscina, no valor de… 600 mil euros. Que pontaria do caraças! Parece de propósito.

Assim que soube da notícia fiquei curioso por saber como é que esta malta ia descalçar uma bota tão apertada.  Mas eles tinham a resposta na ponta da língua – trata-se de “um projecto familiar”. Pablo e Irene vão ser pais de gémeos em breve, precisam de uma casa ampla. E com piscina, é claro. Ponto final.

Então e o ex-Ministro que eles criticaram? Esse apenas comprou uma casa de luxo para “especular”, segundo o casal. Malandro… Talvez Pablo e Irene tenham pensado algo do género – Nós Podemos, mas os outros não!

Quem acha que só em Portugal é que os políticos se dão ao desplante de tratar os eleitores como imbecis, que mude já de ideias. Sejam de esquerda ou de direita, sejam portugueses ou espanhóis, em qualquer parte do mundo, um populista, é apenas um populista. Um cretino, é apenas um cretino. E um político, é apenas um político.

Written by Luís Maia

Luís Maia nasceu a 15 de Outubro de 1976, na Póvoa de Varzim. Licenciou-se em Comunicação Social no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Em 1999 trocou um emprego em part-time, num call center, por um estágio remunerado somente com senhas de refeição, na redação da TVI. Iniciou aí uma carreira de repórter que o levou a produtoras como a Duvideo, Teresa Guilherme Produções e Comunicassom, para além do jornal 24 Horas e de estações como a TVI e a SIC. Entre 2008 e 2009 viveu em Angola, onde coordenou o entretenimento do primeiro canal privado daquele país, a TV Zimbo. Actualmente trabalha para a FremantleMedia, fazendo reportagens em directo no segmento de actualidade criminal, do programa Queridas Manhãs da SIC. É baterista reformado, ex-futuro jogador de poker. Mas é, sobretudo, marido, pai e, segundo consta, bom chefe de família.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s